Associação Cultural de Mulheres Negras, estará realizando no dia 17 de setembro de 2016 um encontro sobre as Mulheres Negras na Politica, local Sindserf, endereço Rua: Bento Martins n°24, 9° andar Porto Alegre/RS horário: das 09:00 até 12:00.Faça sua inscrição entre em contato com Acmun.
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O Projeto Conhecer: Informação e Orientação Sobre Prevenção DST/HIV/AIDS E Saúde da População Negra, foi desenvolvido pela ACMUN e tem como objetivo geral informar a população (especialmente as mulheres, e dentre estas as mulheres negras) que acessam as Unidades Básicas de Saúde, através da realização de oficinas na sala de espera que possibilite de maneira dinâmica envolver a todas sobre a importância do auto cuidado, e do cuidado com o outro em relação à prevenção das DST/HIV/AIDS e Hepatites
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A ACMUN, através do Programa "Agentes Multiplicadoras em Saúde", iniciou neste domingo ação de intervenção para prevenção de Tuberculose junto à familiares de presos no Presídio Central de Porto Alegre. Esta ação está sendo realizada em parceria com o Programa Nacional de Tuberculose do Ministério da Saúde e o Grupo Thema de Comunicação, no âmbito do Projeto TB Reach - Tuberculose: Informação e tratamento curam".

Segundo dados do Ministério da Saúde, a Tuberculose tem uma incidência média de
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NOTÍCIAS
09/01/2015
Por Miriam, por Gaia, por nós e pelo nosso povo: Mulheres Negras contra o Feminicídio e o Racismo Institucional

Nós, mulheres negras do Ceará e do Brasil, militantes de diferentes movimentos sociais, manifestamos nossa profunda indignação com a violência praticada contra as mulheres. O assassinato brutal e covarde de Gaia Molinari em Jericoacoara, em 24/12, soma-se ao de mais 265 mulheres assassinadas no Ceará em 2014. Se comparado com os números de 2013, onde 214 mulheres foram assassinadas, a taxa de feminicídio cresceu cerca de 25%. Esse número coloca o Ceará no 6º lugar no ranking nacional. O crescente assassinato de mulheres denuncia nossa cultura sexista e a incapacidade do poder público estadual em adotar ações efetivas pelo fim do feminicídio e outras formas de violência contra as mulheres.

O crime contra Gaia gera comoção nacional e internacional, diferentemente das outras 265 mulheres assassinadas, pelo fato dela ser um estrangeira europeia. Isso pressiona a polícia civil e a justiça do Ceará a acelerar as investigações, identificar e punir os autores do crime. Na busca de fazer justiça pela morte de Gaia, o Estado comete uma injustiça contra a farmacêutica Mirian França de Melo, acusada e presa pela polícia do Ceará por suspeita de ter cometido tal crime. Embora existam 15 pessoas suspeitas, sem nenhuma prova ou razão legal, Mirian que é uma mulher negra, encontra-se desde o dia 26 de dezembro presa na Delegacia de Capturas/CE.

Essa atitude do Estado é parte de uma história muito conhecida pela população negra em geral e mulheres negras em particular: uma história de racismo e violência institucionais que atinge diretamente nosso povo. Desumanizados pela lógica racista que nos julga por nossa cor, as mulheres e os homens negros têm sido violentados e exterminados pela violência policial e jurídica que prejulga, condena, encarcera e nega o básico direito de defesa. Amontoada em cadeias e presídios a gente preta do Brasil do século XXI revivencia os velhos navios negreiros, sujeita aos chicotes, às doenças e à morte.

Tal como Miriam, também somos cotidianamente ultrajadas pelo discurso midiático racista e sensacionalista que transforma o nosso sofrimento em espetáculo: protagonista rejeitada dos programas e páginas policiais, o trato para a nossa gente é: ?atira primeiro, que depois ninguém pergunta!?.

Não, nós mulheres negras não aceitamos caladas essa situação, denunciaremos e lutaremos sempre pela nossa liberdade e de nosso povo, pelo direito à defesa e contra violações. Por isso exigimos das autoridades públicas a imediata soltura de Mirian França de Melo, e que o sistema de justiça, faça jus a si próprio, refazendo-se de sua violência e racismo! Consideramos que uma justiça e uma polícia competentes e comprometidas com a segurança pública não pode, junto com a grande mídia, mascarar o fato de que, Jijoca de Jericoacoara é um lugar inseguro para as mulheres, onde em 2012, foi considerado o 32º município do Brasil a ter o maior número de casos de violência contra as mulheres (Centro de Atendimento à Mulher ? Ligue 180).

De nossa parte somos solidárias com a família e amigos de Miriam e de Gaia e com todas as vítimas desse tipo de violência naturalizada, e mais do que nunca, estaremos vigilantes e atentas!

Fortaleza 09 de Janeiro de 2015

Assinam esta Nota:

1 Instituto Negra do Ceará INEGRA

2 Fórum Cearense de Mulheres -FCM

3 Tambores de Safo

4 Grupo de Valorização Negra do Cariri GRUNEC

5 Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Cratense ? CMDMC

6 Movimento de Mulheres em Luta ? MML

7 Central Sindical Popular ? CONLUTAS

8 Conselho Comunitário de Defesa Social do Crato CCDS Crato

9 Frente de Mulheres dos Movimento Sociais do Cariri

10 União da Juventude Comunista

11 Pastorais Sociais do Regional Nordeste I

12 Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras ? AMNB

13 Articulação de Mulheres Brasileiras AMB

14 Instituto Patrícia Galvão

15 Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares Ceará

16 Bamidelê Organização de Mulheres Negras na Paraíba

17 UIALA MUKAJI Sociedade das Mulheres negras de Pernambuco

18 Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco

19 GT Mulheres de Axé da RENAFRO Ceará

20 Geledés Instituto da Mulher Negra

21 ACMUN Associação Cultural de Mulheres Negras-RS

22 Pretas Candangas Coletivo de Mulheres Negras do Distrito Federal

23 IMENA Instituto de Mulheres Negras do Amapá

24 MARIA MULHER Organização de Mulheres Negras/RS

25 CEDENPA Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará

26 Grupo de Mulheres Negras MALUNGA

27 CRIOLA RJ

28 Rede Fulanas Negras da Amazônia Brasileira

29 Grupo Cactos, Gênero e Comunicação PE

30 Associação Franciscana de Defesa de Direitos

31 UNEafro-Brasil

32 Cecília Feitosa Presidenta do PSOL Ceará

33 Cícera Barbosa Professora e Historiadora Comitê Impulsor no Ceará da Marcha das Mulheres Negras ? 2015

34 Maria Ozaneide de Paula Secretária das Mulheres da CUT

35 Margarida Marques Setorial de Negras e Negros do PSOL Ceará

36 Marisa Sanematsu Jornalista e editora da Agência Patrícia Galvão

37 Luciana Araújo Jornalista do Portal Compromisso e Atitude

38 Francisco Nonato do Nascimento Filho Militante independente do Movimento Negro Ceará

39 Regiane Nigro Militante independente da Economia Solidária SP

40 Sindicato dos Trabalhadores da UNICAMP STU

41 Instituto AMMA Psique e Negritude
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